CIENTISTAS DA USP CRIAM CAMPO MAGNÉTICO CEREBRAL QUE ELIMINA DESEJO DE CONSUMIR COCAÍNA Imprimir
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Ter, 12 de Agosto de 2008 00:25

Do G1, com informações do Jornal Nacional - 04/06/2012

Vinte e cinco usuários da droga foram submetidos a sessões de estimulação magnética transcraniana, técnica reconhecida pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) para o tratamento da depressão.


A máquina gera um campo magnético no cérebro do dependente de cocaína que ativa as áreas responsáveis pelo poder de decisão e pela sensação de saciedade, comprometidas quando o dependente sente falta da droga.


“O campo magnético faz com que o paciente volte a ter a capacidade de decidir em relação ao uso dele, escolher e não usar”, disse Philip Ribeiro, pesquisador do IPQ.


O estudo, primeiro do mundo de caráter científico a analisar os efeitos da estimulação magnética transcraniana em dependentes de cocaína, foi bem recebido em congressos internacionais de psiquiatria. Em 80% dos pacientes houve redução do desejo de usar a droga e também no consumo de cocaína. Exames de urina feitos nos pacientes também comprovaram a mudança de comportamento.


Os pesquisadores dizem que novos estudos são necessários e que é preciso aliar o tratamento a outras terapias para evitar recaídas.


A equipe quer repetir a experiência com usuários de crack. Mas faz uma ressalva: apesar de promissor, o tratamento não consegue reverter um dos efeitos mais dramáticos das drogas, segundo Marco Antonio Marcolin, orientador da pesquisa.


“A droga precocemente leva a lesões no sistema nervoso. Então a capacidade cognitiva, de raciocínio não se recuperou. Melhorou em tudo, menos nisso”, disse Marcolin.


O tratamento pode provocar dor de cabeça e tontura e não é indicado para quem usa marca-passo ou é epilético. No IPQ há vagas para dependentes que quiserem participar da segunda fase da pesquisa.

Última atualização em Qua, 15 de Maio de 2013 21:46